Geotecnologias auxiliam na Denominação de Origem e qualidade dos cafés brasileiros

O Laboratório de Geoprocessamento – GeoSolos – da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), localizado em Lavras, desenvolve pesquisas com o uso de geotecnologias para o monitoramento e a caracterização ambiental de regiões cafeeiras no Estado. As geotecnologias também têm sido utilizadas para embasar processos de agregação de valor à produção agrícola por meio da proteção à propriedade intelectual em uma das modalidades aplicáveis ao agronegócio, a Indicação Geográfica.

Durante quatro safras consecutivas, a Epamig e parceiros como a Embrapa Café, a Universidade Federal de Lavras (UFLA), a Universidade de Brasília (UnB) e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC), desenvolveram pesquisas que forneceram o embasamento científico e comprovação da relação do ambiente com a qualidade e as características sensoriais dos cafés especiais produzidos na Serra da Mantiqueira em Minas Gerais.

“Os cafés possuíam a Indicação Geográfica na modalidade Indicação de Procedência (IP), denominada Região da Serra da Mantiqueira de Minas Gerais. E acreditava-se que havia também potencial para a solicitação de uma Denominação de Origem. Mas, para esta comprovação fazia-se necessária a contribuição da ciência”, explica a pesquisadora Margarete Volpato, que há 13 anos desenvolve projetos em agrometeorologia e geotecnologias. O trabalho teve apoio financeiro do Consórcio Pesquisa Café, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).

No início do mês de junho, o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), responsável pelos selos de Indicação Geográfica no Brasil, confirmou a concessão da Denominação de Origem para os cafés especiais produzidos em 25 municípios da região, que se tornou a segunda do Estado a obter o selo. O Cerrado Mineiro possui a certificação desde 2013.

A equipe do Geosolos participou também de projetos com a cafeicultura da região de Campestre, Machado e Poço Fundo, no Sul de Minas e com a Associação dos Cafeicultores do Campo das Vertentes – Acave. “Esperamos que a solicitação de uma Indicação de Procedência para esta região, seja aprovada em breve”, conta Margarete.

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Fonte: A Lavoura