MG: IDE-Sisema supera marca de 500 camadas de dados geoespaciais ambientais

Criada para permitir a visualização completa das características ambientais existentes no território mineiro, a Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema) alcançou uma marca importante. Já são mais de 500 camadas com informações geoespaciais decisivas para a regularização de empreendimentos a partir do licenciamento ambiental e para outros serviços em Minas Gerais.

Esse aumento se traduz em mais condições para que as pessoas definam a localização de seus empreendimentos, respeitando todas as normas ambientais, e em mais possibilidades para os servidores do Sisema analisarem os processos de forma mais eficiente e otimizada, com apoio da tecnologia.

Uma camada geoespacial traz um conjunto de informações sobre determinados aspectos, como hidrografia, clima, relevo, cobertura vegetal, entre vários outros. Somadas, essas camadas são 506 grupos diferentes de informações dispostas em mapas eletrônicos na mesma plataforma, cada um trazendo uma dado diferente sobre o meio ambiente naquela área específica do território mineiro.

Se um determinado empreendedor quer instalar uma usina hidroelétrica em algum ponto de Minas Gerais, por exemplo, com a IDE-Sisema ele consegue saber se aquele local específico faz parte de unidade de conservação, qual é a característica do bioma, se existe conflito pelo uso da água, entre mais de 500 possibilidades.

É a IDE-Sisema que permite, de forma gratuita, o acesso às informações espaciais dos chamados critérios locacionais, que são componentes ambientais mais relevantes e mais sensíveis para a instalação de um empreendimento. Ao mesmo tempo, com essa ferramenta, o Sisema pode fazer uma análise muito mais completa do empreendimento, assim como estipular condicionantes para implantação de forma mais ágil com a ajuda da tecnologia.

De acordo com o diretor de Gestão Territorial Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Fabrício Lisboa, o incremento nesse conjunto de camadas, que superou a marca de cinco centenas, era muito esperado por todos os analistas ambientais do Sisema.

“Estamos falando da base de dados de outorga de direito de uso de recursos hídricos. São as outorgas para captação, para barramento, os usos de recursos hídricos superficiais e subterrâneos. É uma base importantíssima que vai atender a toda a etapa de regularização ambiental de recursos hídricos e que conta com quase 400 mil registros desde 1985 até dezembro de 2019”, afirma.

Outras camadas acessíveis na IDE-Sisema e destacadas pelo diretor são o recém-lançado mapa do bioma Mata Atlântica em Minas Gerais e elementos de patrimônio cultural do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), como bens tombados, lugares, saberes e celebrações registradas.

Na avaliação do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, o número de camadas disponíveis é expressivo. Este avanço garante duas possibilidades:

“De um lado, aquele que deseja empreender em nosso estado consegue ter um conhecimento prévio da localidade em que pretende se instalar, dando segurança e previsibilidade ao negócio. De outro, a ferramenta possibilita que o analista ambiental do Sisema consiga fazer uma avaliação muito mais ampla. Com isso, conseguimos aglutinar mais informações para que possamos ter uma uniformidade maior sobre as condicionantes estabelecidas e os requisitos para o desenvolvimento sustentável das atividades em Minas”, afirma Vieira.

Acessos

Lançada em fevereiro de 2018, a IDE-Sisema alcançou nesta quinta-feira (30/4) a marca de mais de 550 mil acessos, oriundos do Brasil e de outros países do mundo, como Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Reino Unido, Portugal, entre outros. Os dados de uso da ferramenta mostram ainda que, em cerca de dois anos de funcionamento, mais de 119 mil usuários utilizaram a plataforma para diferentes possibilidades.

Próximos passos

A próxima etapa da IDE-Sisema é a criação de uma nova ferramenta de gestão dos dados espaciais da plataforma. “A experiência do usuário será melhor porque haverá um catálogo de metadados. É uma espécie de portal dentro de cada camada, em que o usuário vai ter acesso a informações como: quem fez a camada, quando fez, qual foi a data de última atualização, qual a gerência, diretoria responsável, canal de contato”, afirma Fabrício Lisboa.

Com a disponibilização dos metadados, a IDE-Sisema vai poder fazer parte da rede nacional de infraestrutura de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Comissão Nacional de Cartografia (Concar).

A IDE-Sisema pode ser acessada gratuitamente pelo endereço http://idesisema.meioambiente.mg.gov.br/, onde está disponível um manual completo sobre como usar o dispositivo.

Fonte: Agência Minas