Covid-19 expõe a falta de liderança para criar cidades inteligentes

E as cidades inteligentes, são realmente inteligentes? Como elas responderam (se é que responderam) ao coronavírus? E quais os desafios para essas e para todas as cidades e países do mundo? Esses foram alguns questionamentos que nortearam a live “Mobilidade urbana pós pandemia”, segundo evento online promovido no programa Hack pelo Futuro, um hackaton proposto pelo Governo do Estado do Paraná que busca soluções inovadoras para o pós-Covid. Os convidados foram Flávio Tavares, fundador do Welcome Tomorrow Mobility Conference; Silvia Barcik, diretora de Mobilidade Sustentável na Renault do Brasil e Bruno Montejorge, diretor de comunicação no Ifood.

O papo teve a mediação de Marcela Lachowski, responsável por desenvolvimento de Negócios & Relação Corporativa da JUPTER e conta como apoio do Gazz Conecta e da Gazeta do Povo.

Uma das provocações durante a live surgiu na fala de Flávio, que entende que um dos principais desafios para as cidades e países é encontrar lideranças. “Não falo só de governos, mas de empresas. Vamos pensar em como tem sido a resposta para essa crise. É preciso entender que as soluções não saem de um único lugar. Então é a microliderança que fará a diferença”, resumiu, conclamando as pessoas que empreendem e pensam no bem da sociedade.

Bruno emendou esse pensamento apontando que nenhum país do mundo estava preparado para o que está acontecendo. “Me pergunto: o que é uma cidade inteligente? Do dia para a noite, uma ameaça tangível é capaz de matar 3%, 4% ou 5% da população. Então como serão essas cidades do futuro? Penso que muitos governos demoraram a agir, mesmo em lugares onde se tinha a imagem da cidade inteligente. Essa é uma oportunidade que o poder público tem de pensar nas respostas e tomada de decisão tendo o indivíduo no centro. Quem entender isso e encontrar esses caminhos, sairá mais forte.”

Mobilidade

Outro ponto discutido foi a questão da mobilidade e como o fato de boa parte das pessoas estar passando mais tempo em casa colocou em xeque várias formas de agir. “Parte da mobilidade é a imobilidade. Neste momento a gente aprendeu a não se mover. E uma parte desse aprendizado será levado para o futuro, especialmente o futuro do trabalho. Há várias empresas considerando a adoção do home office, ao menos em parte do tempo. Cerca de 50% dos deslocamentos acontecem por conta de trabalho e mudar essa lógica terá um impacto enorme”, colocou Flávio.

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Fonte: Gazeta do Povo