Sistema une satélites e dados terrestres para melhorar produção no campo

A fome é um problema para muitos países, principalmente os africanos. A fim de erradicá-la, autoridades, ativistas e pesquisadores buscam soluções nas mais diversas frentes. Uma cientista dos Estados Unidos resolveu usar uma tecnologia criada pela Nasa para ajudar nessa batalha. A pesquisadora e sua equipe têm analisado dados coletados por satélites da agência espacial americana para monitorar a produção alimentícia. As informações são combinadas com dados obtidos em terra e previsões meteorológicas, o que permite refinar o monitoramento — é possível, por exemplo, prever a produção de cada tipo de vegetal. O projeto tecnológico monitora mais de 40 países, mas os responsáveis pretendem expandir os territórios.

“Para muitos países africanos, a segurança alimentar é a questão mais premente da atualidade”, destaca ao Correio Catherine Nakalembe, líder do projeto, chamado Iniciativa Global de Monitoramento Agrícola do Grupo de Observações da Terra (GEO). A também professora-assistente de pesquisa na Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, cresceu em Kampala, na Uganda, e conta com mais de 40 parceiros na GEO. “Nosso objetivo é ajudar os países a desenvolverem os próprios sistemas de monitoramento agrícola e a usarem dados de satélite gratuitos e de baixo custo para informar decisões de agricultura e segurança alimentar”, resume.

O trabalho de Nakalembe e sua equipe consiste no uso de dados da Nasa que mostram onde e quais tipos de culturas alimentares estão crescendo, além de como elas evoluem à medida que a estação (de cada alimento) avança. As informações dos satélites são combinadas com os dados coletados nas fazendas. Ao compararem as informações sobre rendimentos de safras anteriores, os analistas podem estimar quanto alimento será produzido em uma estação. “Podemos até dizer o quão saudáveis são essas culturas”, detalha a pesquisadora.

Os dados também são combinados com previsões meteorológicas, o que permite emitir alertas de possíveis problemas. “Ao acrescentar a previsão de tempo a essas análises, podemos dizer quando e onde é provável que as culturas falhem, em outras palavras, podemos saber se uma área com culturas já estressadas sofrerá inundações, secas, doenças ou infestação de pragas”, explica Nakalembe.

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Fonte: Correio Braziliense