Após 50 anos do Homem na Lua, bilionários disputam nova corrida espacial

 

“Bem-vindo ao clube”. Foi dessa forma que Jeff Bezos parabenizou a SpaceX pelo sucesso com o retorno do primeiro estágio do Falcon 9 em dezembro de 2015, um marco no desenvolvimento de foguetes reutilizáveis. Elon Musk não deixou barato: “É importante esclarecer a diferença entre ‘espaço’ e ‘órbita’”, referindo-se ao fato de que o feito alcançando poucos dias antes pelo fundador da Amazon e da companhia espacial Blue Origin — o pouso vertical de seu veículo New Shepard — não poderia ser comparado com o feito da SpaceX por não ter alcançado a órbita do planeta.

Cinquenta anos após a missão que levou o homem pela primeira vez à Lua, as mensagens dão o tom à nova corrida espacial do século XXI. O que está por trás é uma revolução decorrente do rápido desenvolvimento tecnológico, criação de novos modelos de negócio, e mudanças nos marcos regulatórios que incentivam comercialização do espaço. Essas são as bases do chamado “New Space”: sai de cena a geopolítica da Guerra Fria e entra a comercialização do espaço.

Motivação

Embora sejam apaixonados pelo espaço, os dois bilionários utilizam motivações distintas como fontes de inspiração. Musk chama a atenção para que aquilo que considera riscos existenciais — uma guerra nuclear, mudanças climáticas ou o impacto de um asteroide, por exemplo — como forma de justificar a colonização de Marte e garantir a sobrevivência da espécie humana.

Para Bezos, o espaço gerará soluções para os problemas de desenvolvimento sustentável na Terra. Ele propõe a transferência das atividades industriais para fora do planeta a fim de reduzir a poluição. Também acredita que a abundância de energia solar e recursos minerais em outros corpos celestes ajudará a preservar o planeta. Além disso, Bezos sugere que o desafio com crescimento populacional poderá ser mitigado com a presença de colônias espaciais na órbita terrestre.

Modelos de negócio

Até alguns anos atrás, pouco se sabia da empresa Blue Origin. A empresa de Jeff Bezos criou seu primeiro veículo suborbital reutilizável New Shepard de maneira quase secreta por quase uma década. Isso só foi possível porque Bezzos tem investido US$ 1 bilhão por ano do próprio bolso, financiando a empreitada com a venda de suas ações da Amazon.

Por outro lado, a SpaceX quase foi à falência quando seus três lançamentos iniciais falharam. Felizmente a empresa conseguiu apoio adicional de investidores privados para continuar os testes e, a partir daí, a empresa de Elon Musk se tornou a principal referência do New Space. Por questão de necessidade, a SpaceX priorizou a geração de receita desde o início, chegando a confrontar o establishment espacial para que pudesse competir por contratos da NASA e das forças armadas americanas.

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Fonte: Época