Opinião: A produção estatística na América Latina. E o peso do IBGE

 

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é a instituição pública brasileira responsável pela produção, pesquisa, análise e disseminação de informações de base estatística. Não é um órgão que atua sozinho. Também é responsável por coordenar a produção estatística feita por outros órgãos – o que é feito com o PIB (Produto Interno Bruto), por exemplo.

O Censo, a maior e mais completa pesquisa realizada em território nacional, é realizado a cada dez anos pelo IBGE. Em 22 de fevereiro, durante a posse da nova presidente do instituto, a economista Suzana Cordeiro Guerra, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu a diminuição de custos do estudo, que será realizado em 2020. Os cortes seriam feitos a partir da venda de prédios do órgão e da diminuição de perguntas do Censo.

É a partir do Censo que se sabe quantos habitantes há em determinado lugar, como essas pessoas se dividem em gênero, idade, condições de vida, entre outros aspectos. Os pesquisadores vão às casas de praticamente todos os brasileiros e pedem que as famílias respondam a um questionário, que na última edição teve 49 perguntas. Há também um outro questionário mais específico, com 119 perguntas, que é aplicado em cerca de 11% dos domicílios do país, selecionados aleatoriamente.

A existência do IBGE, sua atuação, a produção de um Censo a cada década e as políticas governamentais para esse instituto estão relacionados à capacidade estatística do Brasil – em linhas gerais, como é a estrutura de produção e disseminação de estatísticas no país e que fatores influenciam positiva ou negativamente esse sistema.

Essa estrutura foi avaliada pela pesquisa “A quem importa saber? A economia política da capacidade estatística na América Latina”, publicada pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em maio de 2018. O estudo analisou e comparou a capacidade estatística de dez países da América Latina e do Caribe: Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, El Salvador, Equador, Guatemala, México, Peru e República Dominicana. O Brasil esteve entre os três países de melhor capacidade estatística da região, e o IBGE foi destacado como uma referência para outros países da América Latina.

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Fonte: Nexo Jornal