Intervenção: Imagens em 3D são usadas para mapear rotas de fugas do tráfico

 

O secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, afirmou que o 9º BPM (Rocha Miranda) começou, na semana passada, a testar um sistema de monitoramento de territórios por imagens em 3D, com tecnologias fornecidas pelo Exército Brasileiro. A ideia é mapear as rotas de fugas de criminosos, facilitando o planejamento de abordagens e o cerco a terrenos:

— No mundo atual, temos ferramentas tecnológicas que nos dão capacidade de apoio e decisão muito sofisticadas. Um exemplo são essas imagens em 3D. A gente tem uma riqueza de detalhes para planejar abordagem, cerco, itinerário de deslocamento, para prever de que maneira o oponente pode utilizar o terreno e surpreendê-lo de maneira que ele não possa fugir — destacou o general.

Segundo o secretário de Segurança escolhido pela intervenção, essa aproximação tecnológica entre as tropas estaduais e federais começou há pouco tempo e, com o uso de imagens 3D para incursões urbanas, os policiais ficarão em vantagem diante de criminosos.

—Essa aproximação começou agora e já tem dado algum resultado. A ideia é expandir isso de modo que, como uma operação seja desencadeada, os instrumentos de apoio e decisão estejam plenamente precisos e com um grau de sofisticação tecnológica que vai nos dar uma vantagem comparativa considerável.

O trabalho de mapeamento de áreas conflagradas do estado, por meio de fotos de satélite em 3D, está sendo desenvolvido pelo Instituto de Segurança Pública do Rio (ISP) e pelo 5º Centro de Geoinformação do Exército. Um dos objetivos é identificar rotas de fugas utilizadas pelos criminosos após a prática de crimes ou confrontos. As áreas de matas, como a que liga a favela da Rocinha, em São Conrado, na Zona Sul, a comunidades da Tijuca, na Zona Norte, são exemplos de caminhos usados pelos criminosos para fugir de rivais e da ação da polícia.

O mapeamento começou por uma área da Zona Norte da cidade, com o auxílio da Polícia Militar. De acordo com a diretora-presidente do ISP, Joana Monteiro, o objetivo é estender o projeto para todo o Estado do Rio.

— O ISP já tinha um mapeamento de áreas com foco especial no Rio e a ideia, agora integrada com o Exército, é fazer uma análise desses conjuntos de favelas. O Exército tem muita capacidade de fazer um mapeamento fantástico. Trata-se de um projeto a longo prazo, que pode demorar de um a dois anos para ser concluído. Não é nada imediato, mas é extremamente importante que seja feito. Vamos gerar informações sistemáticas de qualidade para serem usadas quando necessário — explica Joana.

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Fonte: O Globo