Proteger dados de cidadãos é defender Brasil do ‘neocolonialismo’, diz especialista

 

Na quinta-feira (7), Câmara e Senado promoveram fórum para debater o impacto da revolução tecnológica no Brasil. A Sputnik Brasil ouviu o cientista político Sérgio Amadeu da Silveira, um dos principais especialistas em tecnologia no país.

O fórum “Modernizar” promovido pelo Congresso Nacional, discutiu temas como inteligência artificial, futuro da alimentação, cidades inteligentes, propriedade de dados, bioengenharia, empregos do futuro e internet das coisas.

Em fala divulgada pela própria assessoria, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou que é preciso “preparar o Brasil” para as transformações tecnológicas e que considera a proteção de dados a parte mais importante desse processo.

“Os dados podem distorcer uma eleição e acabam distorcendo a democracia. A palavra do Brasil é modernizar: modernizar o estado, as nossas relações, modernizar a Câmara”, disse Maia.

O interesse financeiro

Para discutir o aspecto dessa discussão que diz respeito à proteção de dados, a Sputnik Brasil entrevistou o professor e cientista político Sérgio Amadeu da Silveira, um dos maiores especialistas em tecnologia no Brasil.

“Os dados representam o que nós somos. Os dados são hoje também um dos principais insumos da sociedade da informação. Até tem um jargão na Europa que diz que os dados são o novo petróleo no século XXI”, aponta o professor Sérgio Amadeu em entrevista à Sputnik Brasil, acrescentando um alerta sobre o interesse “neocolonialista” sobre dados em países como o Brasil.

Sérgio Amadeu foi um dos principais debatedores no Brasil do chamado Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados, que para ele, apesar de tardios, representam um grande avanço da legislação brasileira na proteção aos dados de cidadãos brasileiros diante de gigantes da tecnologia.

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Fonte: Sputnik