Geolocalização pode ajudar TSE a desvendar Zapgate

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda está um passo atrás na investigação dos disparos em massa de mensagens com fake news nas eleições, dizem especialistas ouvidos pelo UOL.

O corregedor do TSE, Jorge Mussi, pediu informações sobre as empresas suspeitas de fazerem os disparos. Ele quer que as operadoras de celular informem as linhas telefônicas registradas em nome delas e de seus donos.

O envio de notícias falsas sobre adversários, bem como o patrocínio dessas mensagens vindo de fora da campanha oficial dos candidatos fere a lei eleitoral.

Segundo analistas de segurança da informação consultados pela reportagem, a investigação só teria real eficácia quando pudesse contar com ajuda direta do WhatsApp, aplicativo de mensagens por onde se disseminaram as notícias falsas.

Isso porque é improvável que as linhas telefônicas usadas para fazer os disparos estivessem em nome de seus verdadeiros usuários.

Por outro lado, o WhatsApp possui mecanismos que podem indicar os verdadeiros donos das linhas telefônicas usadas no esquema. A geolocalização, por exemplo, indicaria de onde partiram as mensagens, independentemente de o telefone usar um número de outro país, artimanha comum, segundo especialistas.

A assessoria do WhatsApp foi procurada, mas não prestou esclarecimentos até o fechamento da reportagem.

Números bloqueados podem dar pistas

Três especialistas em segurança da informação relataram ao UOL que, depois de receber uma informação pouco útil das operadoras de telefonia, o TSE vai precisar fazer um novo pedido de informações, desta vez ao próprio WhatsApp.

De acordo com o especialista em segurança da informação e professor do Instituto Federal do Ceará, Dann Luciano, é importante verificar com o WhatsApp o registro desses números de telefone bloqueados.

A partir deles, pode-se solicitar a geolocalização do usuário, seja por meio de mapas ou de “IP”, o “internet protocol”. O “IP” é uma espécie de CEP virtual de todos os computadores e dispositivos eletrônicos conectados à rede mundial.

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Fonte: UOL