Tim O’Brien: “Tecnológicas devem ter obrigações de autorregulação”

O Pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa, recebeu esta semana o “Building the Future: Ativar Portugal”, um evento que juntou as várias comunidades do panorama nacional para discutir o futuro tecnológico e criar as fundações para tornar Portugal um país mais competitivo.

Promovido pela Microsoft, em parceria com a Accenture, Axians, EY, KPMG e outras entidades, reuniu empresas, startups, incubadoras, investidores, investigadores e estudantes num conjunto de sessões e apresentações sobre as principais tendências, atuais e futuras, do cenário tecnológico desde a Inteligência Artificial e Quantum Computing, a temas como Segurança. O objetivo foi o de capacitar todos os agentes nacionais estudantes, entusiastas de tecnologia, developers, empreendedores, gestores, políticos, entre outros para ativar o país e construir um futuro de negócios portugueses mais competitivos.

As sessões do evento estiveram divididas em quatro journeys: ‘Building the vision’ na qual participaram speakers reconhecidos a nível mundial; ‘Building the strategy’ onde se abordaram estratégias e ferramentas que facilitam a mudança e a disrupção em várias indústrias, bem como as tendências do mundo atual dos negócios; ‘Building the foundations’ onde os participantes apredenram skills para determinadas funções, nomeadamente nas sessões “Control your business with Power BI”, “Cybersecurity: Cyberatacks that fly under the Radar” e “Infusing AI in your Apps”; e ‘Building The Code’ sessões técnicas com o objetivo de descobrir e formar as equipas técnicas em temas específicos como a Inteligência Artificial, Blockchain, Quantum Computing, Big Data, Machine Learning, IOT, entre outros.

O norte-americano Tim O’Brien, diretor-geral de programas de Inteligência Artificial da Microsoft, foi um dos oradores presentes no evento. Trata-se do responsável máximo por programas que potenciam e promovem o desenvolvimento e uso responsável desta tecnologia. Em entrevista ao Jornal Económico, falou sobre os desafios da IA, um dos temas-chave da conferência que reuniu milhares de participantes em Lisboa.

Hoje em dia é tecnicamente possível a um Governo seguir um indivíduo minuto a minuto, saber onde está, para onde vai, com quem fala ou o que está a comprar. Que regras devem ser criadas para garantir a segurança das pessoas num mundo onde a Inteligência Artificial já faz parte do dia-a-dia?

Acreditamos que a privacidade é um direito humano elementar. Também reconhecemos que as atitudes e opiniões em relação à privacidade tendem a variar em função das fronteiras e culturas, até mesmo se pensarmos apenas em democracias ocidentais. Numa sociedade como a portuguesa, as pessoas decidem ao eleger democraticamente os seus líderes, e estes são empossados por forma a criar regras, protegê-las através das leis, em conformidade com a Constituição. Acreditamos que os avanços tecnológicos e, em particular, em soluções de Inteligência Artificial, como por exemplo o reconhecimento facial, devem ser um tema expressamente endereçado através deste processo, em instâncias próprias, de forma totalmente transparente – nomeadamente sobre como e quando a tecnologia seria usada pelo Governo.

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Fonte: Jornal Económico