Morte de ciclista pode atrasar avanço do carro autônomo nos EUA

 

Vai acabar ficando com o Congresso norte-americano decisão sobre testes e vendas no país, tudo por conta do acidente com Uber

Ainda é cedo para sabermos se a morte de uma ciclista na madrugada de segunda-feira, nos EUA, após ser atropelada por um Volvo XC90 autônomo da frota de testes do Uber, vai interromper e atrasar de forma drástica a pesquisa de carros sem motorista em todo o mundo. Mas é fato: o ocorrido já é um obstáculo real a esta corrida em território americano.

Legisladores norte-americanos podem endurecer os requisitos para testes a nível nacional – atualmente, são os Estados que definem se carros autônomos podem ou não ser testados em suas ruas. A decisão pode acabar sendo, no fim das contas, uma queda de braço política.

Mais: praticamente todas as fabricantes instaladas nos EUA decidiram interromper a circulação de seus carros autônomos. O Uber, claro, paralisou de imediato todo e qualquer teste com carros e caminhões de entrega autônomos, apontou a agência “Reuters”.

Outra a dizer que não vai prosseguir com testes nos EUA, por enquanto, é a japonesa Toyota. A marca vai seguir apenas com testes em pistas fechadas no Japão, informou a agência “Automotive New Europe”.

GM e Ford também seguem em compasso de espera pela resposta de autoridades ao acidente. As empresas temem que muito dinheiro investido nas pesquisas possa ser perdido, a depender das futuras decisões de legisladores.

De fato, os ânimos da sociedade podem pesar na decisão do Congresso americano, que discute justamente uma permissão para acelerar os testes e vendas nos EUA.

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Fonte: UOL