Marcos geodésicos: importantes e desconhecidos

 

Se você olha atentamente para o chão enquanto caminha pela cidade, certamente já deve ter reparado na presença de chapas circulares com inscrições: elas são marcos geodésicos. Um marco geodésico é um ponto fixado no solo – geralmente uma chapa de ferro, junto à uma base de concreto. Nela estão gravadas um código que remete a altitude, latitude e longitude daquele local. No país, foram implantados principalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Exército Brasileiro (EB) e prefeituras.

Ao apresentar informações sobre posicionamento e localização, os marcos são úteis para áreas como Engenharia e Geografia, e atividades de topografia e agrimensura. Eles compõem redes com informações planimétricas, altimétricas e gravimétricas sobre determinada região. Em Lajeado, existem pontos instituídos pelo Exército Brasileiro, mais antigos, e outros pelo IBGE – que, hoje, gerencia o banco de dados de todos os marcos.

A totalidade da rede de informações geodésicas, no Brasil, é chamada de Sistema Geodésico Brasileiro (SGB). O professor do Departamento de Geodésia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Felipe Nievinksi, é quem explica origem dos marcos. “Há mais de 50 anos, no Brasil, haviam vários sistemas geodésicos desconexos, como se fossem uma colcha de retalhos. Hoje em dia, há um sistema unificado, formado de milhares de pontos (também chamados de vértices ou estações), que formam uma rede ou malha ao longo do Brasil.”

No solo, cada ponto é materializado por meio de uma estrutura fixa – que pode ser um pino, uma plaqueta ou uma chapa cravada em rocha ou concreto, ou ainda por um marco ou pilar de material durável. “É possível qualquer instituição, empresa ou profissional estabelecer um ponto geodésico e submetê-lo ao IBGE para possível homologação e incorporação oficial.” Os pontos são amarrados às localizações anteriores, e formam emaranhado que se torna progressivamente mais denso. “O objetivo é que sempre exista algum ponto por perto quando um profissional precisar amarrar um novo trabalho ao SGB, como por exemplo no cadastro de imóveis para uma prefeitura”, explica Nievinski.

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Fonte: O Informativo do Vale